A Federação Francesa de Ténis nomeou Gaël Monfils capitão da equipa francesa da Taça Davis. Sucede a Paul-Henri Mathieu e será acompanhado na sua missão por Richard Gasquet e Gilles Simon. Esta nomeação atribui uma nova função a um jogador que acaba de deixar o circuito: contribuir para construir um projeto coletivo, em vez de disputar ele próprio os encontros.
Uma mudança de papel, não uma continuidade no court
A FFT apresenta a nomeação como oficial e destaca os vinte e dois anos de Monfils no circuito profissional. A sua experiência é o argumento apresentado pela federação para justificar esta escolha. Por si só, não basta para antecipar os resultados da equipa: a função de capitão não transforma automaticamente o percurso de um jogador num sucesso coletivo.
Um trio de apoio, com funções a distinguir
A federação indica que Monfils contará com o apoio das suas equipas, nomeadamente de Gilles Simon e Richard Gasquet. Simon é apresentado como diretor de alta competição; Gasquet também deverá acompanhar o novo capitão. A Franceinfo refere-se a Gasquet como adjunto e descreve uma colaboração estreita com Simon. A comunicação da FFT, por seu lado, não especifica formalmente o título de adjunto de Gasquet. É, por isso, mais prudente reter o que é comum às duas fontes: Monfils contará com o apoio de ambos, tendo Simon uma função já identificada na federação.
Monfils declarou querer «construir um verdadeiro projeto coletivo» e criar uma dinâmica que permita à equipa conquistar títulos. Esta ambição é a do capitão, expressa no comunicado da FFT; não é uma previsão de resultados nem uma garantia de qualificação. Define antes uma intenção: fazer do coletivo o centro da sua missão.
O contexto da sucessão
A nomeação surge após a saída de Paul-Henri Mathieu, a quem a FFT agradece os três anos à frente da equipa. O presidente da federação, Gilles Moretton, recorda que a equipa voltou a chegar ao Final 8 sob a sua responsabilidade. Este dado situa a sucessão: Monfils chega depois de um período que a federação associa ao regresso à fase final da competição, e não a uma equipa sem um percurso recente a defender.
A Franceinfo noticia que a derrota frente ao Canadá em setembro tinha fragilizado a posição de Mathieu e que tinham sido avançados outros nomes, nomeadamente Jo-Wilfried Tsonga, Lucas Pouille e Julien Benneteau. Estes elementos dão o contexto mediático da escolha, mas a FFT não os menciona no anúncio oficial. A nomeação de Monfils, essa, foi confirmada pela federação.
O artigo da Franceinfo recorda também que Monfils não tinha participado no percurso vitorioso da equipa francesa em 2017. Este passado explica por que razão a sua relação com a Taça Davis pode ser descrita como diferente de uma presença contínua na equipa. Não permite concluir que se oponha à competição ou que tivesse qualquer intenção pessoal: as fontes não o demonstram.
O que a nomeação permite — e não permite — esperar
O alcance imediato é mais claro: Monfils sucede a Mathieu, com o apoio anunciado de Gasquet, Simon e das equipas da FFT. A sua experiência como jogador é o principal motivo apresentado pela federação. O que vier a seguir será avaliado pelas decisões e pelo percurso da equipa, não apenas pela notoriedade do novo capitão.
Por enquanto, a promessa é a de um projeto coletivo. Resta ver como se traduzirá no court e no funcionamento da equipa. O anúncio confirma uma nova responsabilidade para Monfils; ainda não permite prever o que a França alcançará na Taça Davis.
Fontes
- Gaël Monfils nomeado capitão da equipa francesa da Taça Davis — Federação Francesa de Ténis
- Gaël Monfils nomeado capitão da Taça Davis: a surpresa da Federação Francesa de Ténis — franceinfo
Gaël Monfils no US Open em 2009. Fotografia de arquivo.
Fotografia: Christian Mesiano — Wikimedia Commons — CC BY-SA 2.0.






