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França-Fiji: o 54-17 não dissipa as dúvidas antes da África do Sul

A França dominou as Fiji por 54-17, em Lyon, mas a segunda parte, menos controlada, e a aparente lesão de Romain Ntamack relativizam o triunfo antes do embate com a África do Sul.

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Uma bola de râguebi Gilbert pousada na relva, fotografia ilustrativa.
Fonte e licença da imagem
Helene Brasseur — Wikimedia Commons — CC BY 2.0

A França venceu as Fiji por 54-17, em Lyon, no sábado, 7 de novembro, e assumiu provisoriamente a liderança do Campeonato das Nações. Mas a vitória, construída em torno de uma primeira parte de sentido único, também deixou duas questões em aberto: conseguirão os Bleus corrigir as imprecisões antes de defrontarem a África do Sul, e qual é exatamente o estado do ombro de Romain Ntamack?

Um jogo que mudou de rumo depois de um início confuso

O resultado final mostra a dimensão da diferença. Mas, por si só, não conta como a França a construiu. As Fiji começaram com ambição: optaram, nomeadamente, por uma touche em vez de um pontapé de penalidade relativamente fácil, antes de os franceses recuperarem a bola na reposição. O início do encontro ficou depois marcado pelos erros de ambas as equipas.

O primeiro ensaio francês, marcado pelo pilar Jean-Baptiste Gros aos 15 minutos, mudou a dinâmica. Seguiu-se um ensaio de penalidade, depois de Mesake Vocevoce ter sido temporariamente expulso por derrubar um maul. Depois, Sipili Falatea marcou após uma jogada durante a qual Ntamack se lesionou ao esticar-se em direção à linha. Ao intervalo, os Bleus venciam por 26-3; o pontapé de penalidade de Simione Kuruvoli era o único ponto das Fiji.

Este período dá uma primeira indicação sobre a vitória: a França soube transformar o seu domínio em pontos e ensaios, graças, nomeadamente, à sua força junto à linha. O ponto de bónus ofensivo já estava garantido antes do intervalo, após o ensaio de Aaron Grandidier-Nkanang, marcado na sequência de uma bola perdida por Vilimoni Botitu nos 22 metros das Fiji. No râguebi, o ponto de bónus ofensivo recompensa uma equipa que marca ensaios suficientes, de acordo com o regulamento da competição; neste caso, foi alcançado antes de o jogo chegar a meio.

Uma vitória folgada, mas não uma exibição sem falhas

A segunda parte foi menos fluida. Segundo o relato do encontro, os franceses acumularam erros e demoraram 19 minutos a voltar a marcar pontos. Kalvin Gourgues, na sua primeira titularidade pelos Bleus, marcou junto a um dos cantos. A jogada seguinte prolongou o ímpeto francês: Louis Bielle-Biarrey lançou Théo Attissogbe, que marcou o sexto ensaio.

As Fiji não desistiram. Vinaya Habosi rompeu a defesa para marcar o primeiro ensaio da equipa, e depois Selestino Ravutaumada marcou em contra-ataque. Entre os dois, Charles Ollivon acrescentou um ensaio francês junto à linha; Antoine Dupont marcou o último, elevando o total francês para oito ensaios, incluindo o ensaio de penalidade.

A diferença no marcador não deve, portanto, fazer esquecer as duas faces do jogo: uma primeira metade muito produtiva, seguida de um período em que a França teve dificuldade em transformar o seu domínio em pontos. É uma distinção importante antes de defrontar uma equipa sul-africana, num encontro que não se decidirá apenas com base na memória do 54-17. O relato disponível também sublinha que os Bleus terão de melhorar significativamente a sua exibição se quiserem evitar nova derrota frente aos Springboks. A África do Sul representa um teste de outra dimensão para uma equipa cuja execução continua irregular.

Ntamack: lesão visível, diagnóstico não confirmado

A vitória teve um custo imediato para a formação francesa. Ntamack, que alinhou ao lado de Dupont pela primeira vez desde março de 2025, saiu depois de se lesionar no ombro durante a jogada que antecedeu o ensaio de Falatea. O jogador abandonou o campo com sinais visíveis de dores. O diagnóstico preciso terá de ser estabelecido por avaliação médica. Não é possível inferir destes elementos qualquer período de ausência.

A situação é tanto mais concreta quanto Matthieu Jalibert já é dado como ausente por lesão no relato. A França recebe a África do Sul na sexta-feira, 13 de novembro, segundo o calendário publicado pela Federação Francesa de Râguebi. As informações disponíveis não permitem confirmar quem estará apto a jogar como abertura nesse encontro.

Liderança provisória antes do próximo teste

Após esta vitória, a França está dois pontos à frente da Irlanda na classificação referida no relato. Esta posição é provisória: a Inglaterra ainda tinha de defrontar a Austrália no domingo seguinte. O resultado frente às Fiji não basta, portanto, para estabelecer, por si só, a classificação final desta fase.

O calendário da FFR confirma os dois próximos jogos em casa: África do Sul, a 13 de novembro, e depois Argentina, a 21 de novembro, ambos no Stade de France. Para os Bleus, o desafio imediato é duplo. Será preciso manter a eficácia demonstrada junto à linha e, ao mesmo tempo, reduzir os erros observados depois do intervalo. E, antes de falar em substituição ou regresso, aguardar informações médicas confirmadas sobre Ntamack.

Fontes

Uma bola de râguebi de XV. Fotografia ilustrativa; não é uma imagem do França–Fiji.

Fotografia: Helene Brasseur — Wikimedia Commons — CC BY 2.0.

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